• Comunicame

Consumidor 4.0


O consumidor mudou radicalmente nas últimas décadas devido ao acesso à internet e aos smartphones. Nunca o consumidor teve tanto acesso democrático, livre e rápido, mas será que nós empresários já estamos preparados para o consumidor 4.0, este consumidor antenado, com voz e que deseja realizar tudo ao toque de uma tela?


O marketing começou seu trabalho focado no produto, passou logo depois a ser focado no consumidor, seguindo a evolução passou a centrado no ser humano. Atualmente o marketing é centrado no ser humano conectado. E isso faz toda a diferença, pois, todos nós que estamos hoje conectados passamos horas e horas em um mesmo local. Sabe qual? O celular. Essa mudança de comportamento aumentou o poder do consumidor de forma absurda, todos nós hoje somos mais exigentes, temos o poder de brigar e fazer ser ouvida nossa voz. As grandes marcas já entenderam isso, e tentam cada vez mais encurtar o caminho de comunicação entre ela e o consumidor, eliminando os intermediários de antes.


Cliente Comunica me - Ricardo Veríssimo Autor, Palestrante e Especialista em Empreendedorismo

Quem é o consumidor 4.0?

O consumidor 4.0 é o consumidor que saiu do papel de coadjuvante e tornou-se o ator principal nas relações de consumo, as marcas hoje são transformadas pelos consumidores e não ao inverso como foi em outra época. Hoje não criamos produtos e buscamos clientes. Hoje olhamos a dor de uma persona e criamos soluções para ela, as marcas passeiam pela jornada do cliente, passo-a-passo para sentir suas necessidades e desejos mais profundos. O consumidor 4.0 é aquele que não se contenta só com o produto, fazendo uma paródia com a música do Titãs: “não queremos só casa, queremos casa, comida, diversão e arte". Ele quer um produto com mais que bom preço, qualidade, entrega e disponibilidade, ele quer tudo isso embrulhado em uma experiência inesquecível.


Esse consumidor é desruptivo, empoderado e não aceita qualquer coisa. A transformação dos mercados, fez tudo mudar, a moeda agora também é digital, a economia é digital, o transporte tem a determinação da logística na palma da mão, tudo, quase tudo pode ser feito através de um aplicativo para celular. Há vinte anos usamos telefone para fazer chamadas telefônicas, agora fazemos quase tudo e vez ou outra originamos uma chamada de voz.

Estamos em plena revolução digital.


Temos garotos de 18 anos faturando centenas de milhares de reais com produtos digitais usando apenas sua internet, celular e notebook. Sem qualquer graduação ou formação acadêmica, aprenderam no Youtube como fazer, com outros que fizeram e de forma disruptiva ensinam isso pela internet. Quem ensina não emite certificado e quem aprende não quer certificado. Nessa economia títulos não importam. Os resultados são o que importa, as pessoas usam de provas sociais, ou melhor falando depoimentos de apresentação de provas de resultados financeiros para atrair seus consumidores.


Grandes empresas contratam cada vez pessoas mais jovens para o marketing e a publicidade de seus negócios em um movimento totalmente impensável a duas décadas atrás.

A formação acadêmica tradicional está tentando se adaptar a um modelo mais veloz de ensino, que se baseia na experiência e não no aprendizado. A Islândia, por exemplo, tem um modelo de ensino onde as crianças aprendem brincando e elas estão em quinto lugar no mundo na avaliação do nível de aprendizado.


O consumidor hoje sabe o poder que tem, sabe como se unir e aumentar a potência de sua voz através das mídias sociais. Tivemos um ato de violência contra um cachorro em uma rede de supermercado, e apesar da mídia tradicional não ter dado muita atenção, quase todo mundo tomou conhecimento através das mídias sociais, pois, os consumidores botam a boca no mundo. Isso fez mídias tradicionais, associações e a empresa envolvida se pronunciar a respeito.


O que o consumidor 4.0 está procurando das empresas?

O mundo está cada vez mais corrido, o tempo curto, tudo muda rapidamente. Num cenário como esse, o consumidor quer ter facilidade, quer viver a experiência alheia e quer velocidade. Como assim viver a experiência alheia Ricardo? O consumidor de hoje não quer estudar 40 horas um assunto, ele quer alguém que estude as 40 horas por ele e dê o resumo da melhor aplicação e forma de aprender, ou seja, ele quer aprender as 40 horas em 4 horas.

O consumidor não quer mais telefonar para pedir um carro ou sua janta, ele quer fazer isso em um clique, sabendo antes o preço, a qualidade e o tempo de entrega.


Quer ser surpreendido não pelo produto, mas pela experiência de consumo do produto, que inclui tempo de entrega, facilidade de pedido e acesso a prova social de forma democrática. Ele não quer mais ver marcas que só deixam os depoimentos positivos e esconde os negativos, quer a marca que receba, deixe público as críticas e resolva e divulgue a solução. E para fazer isso é muita quebra de paradigma no mercado. São poucas as empresas que conseguem fazer isso hoje.


Muitas empresas sequer tem uma presença digital, quando mais estão preparadas para a democracia do mercado digital onde qualquer pessoa tem um perfil na mídia digital e pode fazer valer sua voz. Antes precisávamos de código de defesa do consumidor, hoje as empresas ruins querem um código de defesa para o consumidor. Não sabe lidar com depoimentos negativos nas mídias sociais e não conseguem calar a voz dos clientes.

O consumidor 4.0 quer ter direito de resolver tudo de forma conectada, mesmo que em algum momento ele precise romper a fronteira do mundo virtual e pisar no mundo físico, quer poder agendar isso antes.


Como as empresas podem se comunicar com os consumidores 4.0?

A principal forma é entender que não é só mais uma questão de gerações conectadas e não conectadas, hoje o que existe são os nativos digitais e os não nativos digitais. Não dá mais para pensar o consumidor por segmentos da sociedade somente, e sim por experiências. Quais experiências esta persona, que em uma tradução livre seria o mesmo que cliente ideal, quer receber como experiência do seu produto ou serviço?


Segundo grande desafio para muitas empresas é deixar de tentar se proteger contra o consumidor 4.0 e entender que é preciso estar aberto a ele, pois, ele tem o poder nas mãos. O poder mudou de mãos faz um tempo.


Alguns pilares para te ajudar a entender melhor como conectar com o consumidor 4.0:

O mundo não é somente das celebridades é também dos influenciadores - Há três décadas nós éramos influenciados por atores de tv, hoje temos também os youtubers e os influenciadores digitais que talvez você não conheça, mas eles têm centenas de milhares de pessoas que fazem o que eles indicarem. Alguns youtubers tem audiência muito maior que um programa de tv nacional. Minha sobrinha Giovanna de 4 anos, passa 90% do tempo vendo vídeos e canais no Youtube em detrimento a tv a cabo. Imagine quando essa geração estiver dominante?


A audiência não é mais somente da tv temos a internet – Temos series especificas de serviços de streaming de vídeos. O Youtube já tem audiência maior que a televisão para determinadas faixas de idade. A televisão já começa a se adaptar a essa realidade.


A propaganda deixou de ser somente de massa e passou a ser de nicho – Nenhuma outra forma de publicidade é capaz de chegar a nichos tão específicos quanto a publicidade on-line nas mídias sociais e sites de busca. A publicidade tradicional é importante sim e as marcas que conseguem investir neste recurso devem sim fazê-lo, mas se você não tem presença no mundo digital, cuidado, pois, existe uma parte do consumidor que corre o risco de nunca tomar conhecimento da existência de sua empresa.


As embalagens não são mais as rainhas, o conteúdo passou a ter enorme relevância – As pessoas querem provar, experimentar antes de comprar, não compram mais sem prova social ou prova mesmo de fato. O método de vendas cada vez usa o método de iscas para pescar o cliente. A arte de oferecer uma prova é o que pavimenta a ponte entre as marcas e o cliente.


Essa isca vai desde a isca de fato, uma pequena parte de um produto ou serviço oferecida de graça e chega a ser até mesmo uma história storytelling que dê a dimensão da sensação que o consumidor terá ao consumir o produto ou serviço. O fato é que se seu marketing não estiver focado na experiência do cliente e em como fazer ele se sentir consumindo seu produto, você está fadado a falência futura.


As divisórias abriram espaço para as bancadas compartilhadas – As empresas não podem mais ter somente espaços de SAC passivos que só recebam reclamações, precisam ter setores de relacionamento com o cliente, conversando constantemente e se preparando para futuros problemas antes que eles aconteçam. E isso é feito por meio da internet, porque o consumidor hoje é conectado.


O smartphone tem mais espaço na vida de algumas pessoas que seus filhos, maridos ou esposas. As pessoas querem ser ouvidas e entendidas e não somente atendidas. Isso passa por consumir marcas que dividam das mesmas bandeiras políticas e ideológicas. Na última eleição vimos essa mudança de forma prática a defesa do candidato ou partido mudou completamente e as mídias sociais foram o maior palanque eleitoral do Brasil.

0 visualização

Contato

Vamos conversar para entender o que

podemos fazer por você 

Avenida Pasteur, 110, 7 andar, Botafogo

Rio de Janeiro, RJ - Brasil 

Whatsapp (21) 97986-5029
 

Fale conosco